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Fenafisco “enterra” reforma da Previdência em ato simbólico e presidente do Sindifiscal comenta suspensão da matéria

Atualizado em: 23/02/2018 08h51

A reforma da previdência foi retirada de pauta na Câmara dos Deputados. Vitória da classe trabalhadora sobre os interesses de quem defende o sistema financeiro. Para o Sindifiscal, que acompanha a questão desde que os rumores davam conta das maldades que ameaçavam o direito à aposentadoria, o recado da população chegou às instâncias do poder Legislativo e Executivo. A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) marcou este momento político integrando o ato simbólico que “enterrou” a reforma da Previdência nesta terça-feira,20, em frente ao Congresso Nacional.

Caixão, cortejo fúnebre, lápide e um vampiro caracterizaram a ação que contou com a participação de mais 40 entidades e cerca de 250 pessoas. A Federação repercutiu através de um boletim, a declaração do presidente Charles Alcântara, que comprometeu a entidade a trabalhar para que a pauta não retorne ao parlamento. “Hoje é um dia de comemoração. Fizemos por merecer o sepultamento dessa reforma, pois lutamos muito por todos os trabalhadores, sejam os servidores públicos, da iniciativa privada ou do campo. Contudo, continuamos alertas para que essa pauta não volte à Câmara”.


Para o presidente do Sindifiscal, João Paulo Coelho, diferente do processo que antecedeu a aprovação da Lei da Terceirização e Reforma Trabalhista, houve tempo hábil para o debate da Reforma da Previdência. “Entidades de todo o Brasil provocaram o entendimento da sociedade sobre os malefícios contidos na propositura. Conseguimos estender o tempo de debate e travar o avanço da matéria, evitando uma aprovação a toque de caixa. Pressionamos os parlamentares e os fizemos ver que a população está de olho no posicionamento de cada um”. Um panorama que detalha a opinião dos parlamentares sobre a PEC 287 também foi divulgado pela Federação.



Foto: Presidente João Paulo Coelho durante manifestação do dia 19 


Contexto

O governo constatou que não teria votos suficientes e jogou a toalha, a intervenção Federal na segurança do Rio de Janeiro vetou a votação e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos deputados, se recusa a permitir que itens da Reforma sejam transformados em Projetos de Lei ou Medidas Provisórias para viabilizar as mudanças, como cogitado. Nas palavra de Maia “não há mais ambiente para tratar do tema”, aliviando a tensão entre aliados que temiam prejuízo eleitoral.

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