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“O jogo agora é enfraquecer o movimento sindical e pôr o trabalhador contra quem pode o defende-lo”, alerta Carlos Campos durante mobilização

18/11/2017 16h08 - Atualizado em 18/11/2017 16h18

O pacote de maldades do governo federal que atinge a Previdência, direitos trabalhistas, bem como toda a estrutura do Estado social, voltou a ser alvo de protestos na Capital. Na manhã de sexta-feira,10, centrais sindicais, acompanhadas de suas bases, ocuparam a entrada da agência da Caixa Econômica Federal, próximo ao ponto da Gâmbira em Palmas. Em conformidade com o ato que se estendeu por todo o Brasil, sindicalistas colheram assinaturas pela revogação da reforma trabalhista, enquanto palavras de ordem eram puxadas pelos movimentos sociais, antecipando ou dando desfecho ao discurso proferido pelos líderes sindicais.

“A proposta do governo Temer é implantar o Estado mínimo, abastecendo o sistema financeiro e retirando os poucos recursos que dispõem os mais pobres”, pontuou o presidente Carlos Campos, que durante o ato representou o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual - Sindifiscal a Pública Central do Servidor e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB.

 





Durante a participação no evento, Carlos Campos alertou para a distorção de informações que percorre o senso comum, plantadas pela propaganda do governo. “O jogo do governo federal agora é enfraquecer o movimento sindical e pôr o trabalhador contra quem pode o defendê-lo. Vemos trabalhadores se voltando contra quem defende sua bandeira e, equivocadamente, defendendo a retirada de seu próprio direito”, salientou.






Campos lamentou a reforma trabalhista entrou em vigor neste sábado, 11. “A partir de então tudo que for acordado, ou melhor; imposto pelo patrão ao empregado passa a ter mais valor do que as leis trabalhistas. O que significa que a CLT não tem mais valor diante da vontade soberana do setor patronal. E não se enganem os trabalhadores estatutários: o rolo compressor travestido de reformas pretende destruir também o serviço público, tudo em nome do estado mínimo".

Já o déficit da Previdência, suposto motivador da reforma previdenciária, foi classificada pelo sindicalista como “uma mentira deslavada que já foi desmascarada por uma CPI de iniciativa do Senado. O que o governo quer é que nós procuremos a Previdência Complementar e desta forma se canalize ainda mais dinheiro para o mercado financeiro”, alertou