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Mulheres do Fisco contam como é ser mãe e auditora

10/05/2019 17h05 - Atualizado em 11/05/2019 08h23

Qual é a forma mais adequada para homenagear uma mãe? Que expressão pode traduzir a nobreza de gerar a vida? O Sindifiscal sabe que é raro o valor desse símbolo de devoção, cuidado e amor - quase que indescritível em palavras e gestos. E mesmo sem querer cair em um clichê, a entidade ousou ouvir os depoimentos de algumas auditoras, mulheres, que representam um exército de guerreiras que educaram e continuam educando seus filhos, ao mesmo passo em que se dedicam à fiscalização dos tributos estaduais.


Fé 


A diretora de aposentados e pensionistas do sindicato, Balbina Rufino, recorda da saudade que sentia do filho durante as escalas nos postos fiscais. "Sempre fazia escala fora de Porto Nacional - onde eu morava- não tinha funcionária e precisava deixar o Fernando com minha vizinha ou com colegas, já que eu abria a porta da minha casa para hospedagem. A alguns desses colegas devo gratidão, como é o caso da Graça [da regional de Alvorada], que quando estava na minha casa cuidava do Fernando como se fosse mãe". 




Balbina com o filho Fernando (31) 

"Saia de casa com coração partido, contava as horas para a escala acabar. Trabalhava longe, teve uma época que foram oito meses seguidos num trailer, de baixo de um pé de jatobá, coberto com lona. Eu acordava a noite, lembrava dele e chorava. Mas eu tinha fé que Deus cuidava do meu filho e hoje tenho um grande companheiro, é meu amigo, meu cúmplice e um excelente marido também", completou. 



Um futuro melhor



Silene Lima Oliveira, da regional de Miracema, conta que “não foi fácil conciliar o trabalho desempenhado nos postos fiscais com relação a meu filho”. De acordo com o relato da auditora, era necessário “ficar vários dias, todos os meses afastada dele”.



Silene, radiante ao lado do filho Felipe (27) 


“Porém, sabia eu q isso seria necessário até mesmo para proporcionar um futuro melhor pra ele. E assim fomos levando, tentando suprir essas ausências enquanto estava presente. Ser mãe é uma dádiva divina. Foi o maior presente que Deus me deu na vida”, completa.



Aquele jeitinho



Para conciliar a missão de ser mãe e auditora, Maria Nascimento, da regional de Paraíso afirma que hoje já não encontra dificuldades, “pois meus filhos já não moram mais comigo. Na época da adolescência foi um pouquinho complicado, mas nada que não tivesse um jeitinho pra conciliar as duas coisas, sempre separando uma da outra. Ser mãe é uma dádiva”.




 Com 33 anos de idade fui presenteada com duas filhas gemeas lindas (Ollavia Mariana, Ollivia Angelica ,26) que me fizeram a mãe mais feliz do mundo, logo aos 37 anos chegou o meu filho pra completar a minha vida José Vicente, 22).



Edificação e formação familiar



A auditora Adalgisa Ribeiro Leal com os filhos Thiago(35), Karoline (30) e Camila (29) 




“Fui mãe aos 17 anos, mas posso garantir que ser mãe é a melhor parte de minha vida. Entendo como um pacto concedido por Deus entre dois seres, um sentimento que nos impulsiona a fazer coisas que nunca imaginaríamos ser capazes. Ser mãe e auditora, principalmente quando meus filhos eram pequenos, não era uma tarefa fácil, mas o trabalho foi essencial para edificação e formação da minha família. Tenho muita gratidão a Deus por ter me concedido este trabalho”, declara Adalgisa Ribeiro Leal, auditora lotada na regional de Colinas.





Combustível da vida



Telma Pettine, auditora lotada em Palmas, tem como lembrança da adolescência dos filhos “a preocupação pelas notas na escola, pelo comportamento com os colegas, pelas saídas noturnas, pela formação do caráter”. Tudo com acompanhado de “um amor inexplicável. E esse amor é o combustível da vida.



Telma com Nayara (33) e Rayssa (28) anos



A auditora afirma que a conciliação com o trabalho no Fisco não é fácil. “Tem que se desdobrar para conseguir cumprir duas missões tão distintas. Também não existe uma receita. Tem que ser feito no dia a dia, com carinho e com o cuidado que cada função exige”.



Sem modelos definidos




Verônica com Gabriel Filipe (19)



Para Verônica de Medeiros, lotada na regional de Paraíso, ser mãe é “reviver o papel de filha sem modelos definidos, em um aprendizado constante, possibilitando ao filho sua liberdade existencial, com responsabilidade”. Ela relata que a leveza do amor tornou menos árdua a missão de conciliar o trabalho como auditora e a maternidade. “O trabalho se torna honra e não uma lástima. Desta maneira ao invés de ambos adoecerem, se orgulham por tornar parte de uma história. Cria-se empatia”.





Nunca foi impossível



“Conciliar a profissão de Auditora Fiscal com a maternidade mãe não é tarefa nada fácil. Hoje já sou aposentada, mas vivi essa experiência por longos anos. Exige muito esforço e determinação. Porém, apesar de ser difícil, nunca se tornou impossível. Conseguimos conciliar as duas situações com muita dedicação e o privilégio de termos pessoas ao nosso lado dispostas a nos ajudar e apoiar. Assim, a maternidade nunca foi e não será um obstáculo no desempenho da carreira profissional”, pontuou a auditora aposentada Ceres Costa



Superação



A auditora com os filhos Neuma Kelen (38) Nélio (36) é Núbia Kênia (34)

Lotada em Palmas, Neuza Carneiro, tem uma história marcada por superação, amor e jogo de cintura. “Tenho 28 anos de serviço público, no cargo de auditora, mãe de 3 filhos e avó. Sempre cuidei da casa, dos filhos e do esposo. Optei por cuidar primeiro dos filhos, e aos 31 anos fui para o mercado de trabalho, foi quando conquistei a realização pessoal e financeira, eles eram pequenos. Os filhos nunca foram impedimento para que eu estudasse, muito menos para que eu me tornasse uma profissional. Aliás, são eles que nos dão força para enfrentar a vida”.





Decisão de Deus

O depoimento de Maria Zuldilene Queiroz, da regional de Araguatins, começa com um relato inspirador: “Tive o prazer, mesmo que momentâneo, de gerar um filho no meu ventre, porém, ele ou ela brilha na constelação dos anjos. Fatalidade? Não, decisão de DEUS”. Nas palavras da auditora, seu coração “falou mais alto no meu sim a um filho adotivo. Não gerar, mas criar é desafiador, a responsabilidade é dobrada”, considera.





A auditora com Matheus Queiroz (19)

“Hoje, frente a tantos desafios da vida, ser mãe e ser Auditora, nos faz crescer pessoal e profissionalmente. Não existe fórmula pronta, porém requer organização, planejamento, responsabilidade e profissionalismo, balizados no amor de DEUS”.



Mãe e Pai

“Se você imagina que ser mãe é difícil, então tente ser pai e mãe ao mesmo tempo”, essa é a frase que Magaly Guedes, também diretora de comunicação do Sindifiscal, escolheu para abrir seu depoimento.

Sobre a rotina de conciliação ela diz que “em cada momento da vida há uma prioridade. Ora, o trabalho, ora a família. O importante é não se frustrar com as fases e nem buscar a perfeição”.


Magaly Guedes com Victória (24) e Luiz Fernando (32)



“Ter sido mãe me ajudou a amadurecer e ver o mundo de outra maneira, menos egoísta. Aprendi a amar incondicionalmente meus filhos e o meu coração é do tamanho do mundo, minha determinação é uma chama eterna. Hoje, com meus filhos mais independentes, busco estar sempre atualizada para manter a proximidade com as novas gerações e preservar momentos em família”, completa.



A fala institucional fica por conta dela, que deseja “a todas a colegas e mães tocantinenses que um dia aceitaram essa nobre missão, um feliz dia das mães. Por amor aos filhos somos capazes de enfrentar o mundo. Que possamos ser homenageadas como merecemos, não apenas nesta data, mas durante todo o ano, por toda a vida”, finalizou.