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Solidariedade, vivência política e amor marcaram os primeiros anos de Wagner Borges no Tocantins

11/10/2018 17h25 - Atualizado em 11/10/2018 17h32

Ele e a auditora Sonia Gomes, aprovados no concurso de 1994 se casaram e tornara-se os pais de Breno Borges (14)

Do início do Tocantins, o auditor Wagner Borges guarda as lembranças de um tempo difícil: pouca comunicação, locomoção difícil, condições de trabalho precárias. Mas também recorda coisas boas, sinais de que o Tocantins daria certo: a solidariedade das pessoas, a facilidade de acesso às autoridades e o amor pela auditora Sonia da Silva Borges são alguns dos destaques da sua trajetória - história que dá continuidade à homenagem do Sindifiscal aos auditores e suas relações com o Tocantins.

“Eu morava em Minas, mas vim para cá em 1989, depois de uma seleção que houve em Goiânia para o quadro do Fisco. A estrutura era precária e Tudo era feito à mão. Fui lotado primeiramente na regional de Taguatinga, que era isolada, bem distante de Miracema. Uma viagem de Taguatinga para Miracema chegava a durar dois dias pelo difícil acesso e as pausas no caminho”, conta.

“A comunicação mais eficiente que tinha era o rádio, mas o rádio servia mais à fiscalização em trânsito. A gente só sabia das mudanças e informações no geral quando chegava diário oficial na delegacia”, completa.

“A dificuldade maior era o deslocamento. Era muito difícil chegar aos postos fiscais. O asfalto se concentrava na Belém Brasília e nas cidades que eram ramificações da rodovia”. Para exemplificar a precariedade das estradas de terra, Wagner dá um salto na história para 1992, quando foi transferido para a sede Sefaz em Palmas. “Eu trabalhava aqui, mas morava em Porto Nacional. Porque Palmas não tinha condições de comportar todo mundo. Nos revessávamos com os colegas que tinham carro e muitas vezes ficávamos atolados ou os carros quebravam. Mas logo aparecia alguém para ajudar. As pessoas eram mais solidárias porque a dificuldade era tanta e elas sabiam que naquela hora era com a gente, depois seria com elas. Por causa dessa dificuldade de locomoção o expediente começava mais tarde, às 9h e terminava mais cedo, às 17h”, revela.

Dos deslumbres com as surpresas do Tocantins naquela época, Wagner destaca que “aqui a gente tinha muito contato com as autoridades estaduais, no serviço e fora dele. Lá em Minas você não encontrava essas pessoas na rua, no restaurante, no final de semana, a gente só sabia que existia. Aqui quando precisava falar com um deputado, um secretário, você marcava horário, ia ao gabinete e era recebido imediatamente. Isso sempre me chamou atenção”.

Sobre a importância do ofício do auditor fiscal, Wagner é sistêmico. “Ninguém na sociedade moderna sobrevive sem dinheiro, não obstante o Estado carece de métodos de fiscalização e arrecadação para obter recursos e realizar obras para o bem comum. Nosso esforço contribui bastante para coibir fraudes e evitar que erros e sonegações involuntárias ocorram. O dinheiro dos repasses federais vem do mesmo mecanismo. Da mesma forma, nós ajudamos os municípios com distribuição das receitas. É uma atribuição essencial”, arrematou.

Sonia

Outra evento agradável para Wagner foi que o Tocantins também o reserva o encontro com Sônia Mara da Silva Borges, ex professora, hoje também auditora. “Eu conheci a Sônia em 1993 nas praias de Porto Nacional. Nós tínhamos amigos em comum e começamos a namorar. Na época, ela era professora em Goiânia. Com o nosso namoro, ela começou a estudar para o concurso que haveria em 1994 e nós passamos juntos. Da nossa união, veio o Breno. Temos muito orgulho de fazer parte da história do Tocantins. Essa história também é a história da nossa família”.



A relação entre Fisco e família destaca no discurso de Sonia, que também concedeu entrevista ao Sindifiscal. “Nós dois construímos a vida juntos. Nossa história à dois foi construída e alicerçada junto com a história do Fisco. São 22 anos de casamento. Eu vim para cá exatamente pela aprovação no concurso. As histórias, as dificuldades, os laços de amizade foram construídos no Fisco, até porque no começo ninguém tinha família aqui, aqui tivemos o nosso filho e os filhos dos nossos amigos são amigos dele também. Minha esperança sobre esse setor da atividade pública que faz parte majoritariamente das nossas vidas é que a gente tenha mais êxito daqui para frente nas questões políticas e sindicais”, finalizou a auditora.