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Pioneirismo, consciência política e aprovação do filho no mesmo concurso em que entrou para o Fisco marcam a história de Luiz Brasil

08/10/2018 14h40 - Atualizado em 11/10/2018 17h06

Chegou a vez de Luiz Brasil integrar nossa homenagem aos auditores por sua relação com o desenvolvimento do Estado do Tocantins durante esses 30 anos. Nascido em Pedro Afonso, ele chegou a morar em Brasília, mas retornou para a cidade natal em 1982, onde trabalhou na prefeitura e na sequência de sua trajetória, continuou como funcionário público, desta vez no quadro do Fisco estadual, após a implantação do Estado. Viu o Tocantins dar os primeiros passos fazendo parte da história de contribuição para esse processo.

"Fomos nomeados em 1 de março de 1989. No começo nossos pagamentos eram feitos através de Goiás, não tínhamos estrutura e não recebemos treinamento para trabalhar, fomos à campo para aprender tudo na prática, não tinha comunicação, não tinha telefone, a transmissão era muito difícil, não tinha satellite, cabo ótico, nada disso, nem todos os carros tinham rádio, nós só tínhamos informação quando viajávamos à capital",pontua.

"Na época, a Regional de Pedro Afonso ficava responsável por 15 cidades. Nós atuávamos em todas elas, viajávamos sem diária, nossos pagamentos atrasavam. Muitas vezes tínhamos que pegar dinheiro emprestado para viajar", completa.

"Em 1991 eu vim para Palmas e atuei na diretoria da Receita. Fiz o concurso de 1994 também. Mas quando essa turma do José Ronaldo e Carlos Campos chegou, eu já estava aqui, eu os recebi".

Segundo Luiz Brasil, o período foi marcado por interferência política. "Criaram uma polícia fazendária para nos fiscalizar, ver o que a gente tava fazendo. Alguns anotavam todas as nossas atividades. Mas depois perceberam que não havia necessidade disso e direcionaram os oficiais ao corpo efetivo da polícia. O sindicato bateu pesado nisso na época".

A consciência política de Luiz Brasil destacou no momento da entrevista em que citou o trabalho do Sindifiscal. O auditor criticou a morosidade da Assembleia Legislativa em tratar dos assuntos de interesse do Fisco e a falta de investimentos na estrutura da aministração tributária. "O Sindifiscal nunca deixou de ser atuante. Mas infelizmente percebo desprestígio dos políticos com nossas pautas. Não se pode investir apenas em computador para colocar numa sala. Precisamos de tecnologia, de carros equipados, muitos dos nossos carros não tem nem giroflex. O Fisco devia ser mais respeitado. Podemos arrecadar mais, cobrir a folha de pagamentos, mas infelizmente não temos investimentos que nos possibilitem avançar".

Guilherme Sales

Curiosidade na história de Luiz Brasil é a cumplicidade com o o filho Guilherme Sales , também auditor,  que atuou como diretor da receita e atualmente exerce o cargo de gerente de automação fiscal na secretaria da Fazenda. "Passamos juntos no concurso com colocações quase que iguais. Me orgulho do Guilherme, dizem que ele é humano e educado. Puxou ao pai", classificou.






Na foto, Luiz Brasil tem à sua direita o filho Guilherme à esquerda Luiz Alberto Brasil de Carvalho Net
o, batizado em sua homenagem  

O Sindifiscal conversou som Guilherme Sales sobre a relação com o pai. "Consegui passar no concurso porque me dediquei ao estudo vendo o esforço dele. Eu que tinha 22 anos na época, comecei naquele momento uma nova história com meu pai, agora de companheirismo e parceria na vida profissional. É um dos maiores orgulhos da minha vida. Me espelho sempre no meu pai. Mesmo aposentado, me dá conselhos, sempre o consulto, é o cara que está ao meu lado. Tenho orgulho da história dele, tenho orgulho de quem ele é, e toda a nossa trajetória a serviço do Fisco do Tocantins",finalizou.